terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A incompatibilidade entre o amor e a justiça divina.


Certa vez, pensando com os meus botões descobri que o amor é algo que não pode ser imposto e sim, conquistado.

O amor não pode surgir do medo. Mas sim, o temor.

Fui condicionado a acreditar que Deus era esse amor. Incondicional, maior do que tudo e todos.

Mas ao aprofundar-me no cristianismo, na leitura da Bíblia judaico–cristã e ao ovservar a atitude de alguns cristãos não enxerguei o amor incondicional. E sim, um tipo diferente de amor.

O amor mandamento. O amor sob ameaça de morte. O amor do derramamento de sangue, do sacrifício, o amor que condiciona o perdão.

O SE condicional sobrepujava toda e qualquer palavra de conforto que pudesse enxergar.

“SE creres será salvo!” provavelmente SE não, serás condenado. Que Amor é esse que mata quem não o conhece?



Prefiro crer que a bíblia não é sagrada, crer que é mais um livro escrito por homens que se acharam inspirados por Deus e que expressaram apenas ideias de Deus.

Dói quando vejo pessoas que se dizem salvas e repletas do amor de Deus, abrirem a boca e condenarem quem tem dúvidas da existência desse Ser Divino.

É triste ver divisões entre amigos, familiares por meio de crenças e não crenças.

Algo cuida de mim, sinto e sei... Algo me entende e me protege e é Nesse Algo que eu acredito. O que me ama como sou e me aceita com defeitos e qualidades.



Meu Jesus Pessoal, diga-me que você existe. Diga-me que você é o amor que eu acredito.

Pois, o amor que mata, jamais poderá ser justo.

4 comentários:

  1. Bom texto Alexandre.
    Você ainda guarda um pouco de fé, eu já a perdi totalmente, não sei se digo felizmente ou infelizmente. E cada vez que leio sobre as religiões mais me desapego a elas, enquanto isso, fica-se ao léu, esperando algo que possivelmente não virá OU MESMO não existe.
    Grande abraço.

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    1. Minha fé tem como base minha própria existência Miranda. É mais sob uma ótica teísta do que propriamente cristã. Vejo o mundo ao meu redor, a complexidade da natureza, a maneira como nosso planeta é protegido dos demais corpos celestes e vejo em tudo isso, projetos minuciosos, tudo feito por um Ser Superior (acredito eu). Quem criou esse Ser? Não me interessa, sinceramente.
      Materializei esse Ser em Jesus Cristo. E assim, continuo com fé. Mas como Tomé, estou sempre à procura de provas. Rs. Mas não imponho minha crença a ninguém, nem tampouco condeno a morte quem não acredita no que eu acredito. Essa é a mais importante diferença.

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  2. Alexandre,

    Não sei o que é pior; Acreditar no irrefutável ou não ter ídolo provável em que se espelhar ou com quem aprender. Nossas crenças são cheias de contadições. A Bíblia deveria nos dar esta orientação mas retrata uma história sem pé nem cabeça e acaba sendo um rosário de mentiras.
    Imaginar um Deus maior que os conhecidos e adorar sem fundamentalismo seria a solução?

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  3. É complicado mesmo Altamirando. O Jesus a qual fui apresentado é muitas vezes bem diferente do que falam dele ou do que está escrito na bíblia. Mas é a única imagem que associo a Deus, seja ela mítica ou não! Não procuro mais entender Deus, apenas vivo o que foi criado por Ele, seja Ele quem for. Olho a complexidade e a imensidão da natureza e sei que Ele está em algum lugar. Quanto ao fundamentalismo? Abomino, seja ele teista ou não!

    abração!

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